Está aprovado o empréstimo de urgência à Grécia. E o presidente de Comissão Europeia alinhou no discurso do otimismo quanto ao futuro...Jean-Claude Juncker disse :

"O acordo a que chegamos com a Grécia vai conduzir aos resultados esperados, assumindo que o programa acordado será implementado
na totalidade"

Mas trata-se ainda de um  acordo de principio e por isso pode haver marcha atrás no processo. É preciso a aprovação de alguns parlamentos nacionais para o empréstimo de 7 mil milhões de euros que deverá ser pago pelo governo grego no máximo daqui a três meses. O financiamento será pago aos credores com o capital que a Grécia venha a obter do Mecanismo Europeu de Estabilidade que é da responsabilidade da Zona Euro. 
 
Foi a moeda de troca para os nove países que não fazem parte da zona euro e que exigiram garantias, o Reino Unido foi um dos que mostrou mais reservas em dar luz verde ao empréstimo de urgência. 
 
Já dentro do grupo de países da moeda única, o parlamento finlandês foi dos primeiros a dizer sim, o parlamento francês também já aprovou e está marcada para esta sexta-feira a votação no parlamento alemão.
 
Antes mesmo da decisão germânica, o ministro das Finanças da Alemanha voltou a bater na mesma tecla: 
 

" O melhor caminho para a Grécia talvez seja  a saída temporária da Zona Euro"

 
Mário Draghi, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), descartou por completo a proposta do ministro alemão.
 
A Grécia já falhou dois pagamentos nas últimas três semanas. 
 
E há mais um pagamento à vista no dia 20 ao BCE que Draghi acredita que vai ser honrado.
 
Dos 7 mil milhões de euros que a união europeia há-de emprestar dentro de dias, 3 mil e quinhentos milhões servirão para pagar ao BCE.
 
Está entretanto quase tudo pronto para ser aprovado o terceiro terceiro resgate à Grécia. Os ministros das Finanças da Zona Euro chegaram a acordo de princípio para um novo programa de assistência com a duração de três anos.