Os sindicatos da função pública da Grécia convocam uma greve para quarta-feira, dia em que o parlamento grego terá de aprovar uma série de medidas prévias incluídas no acordo alcançado esta segunda-feira.  A informação é avançada pela AFP.

O acordo entre a Grécia e os credores está a gerar frenesim nas redes sociais. Os utilizadores, revoltados com as exigências das entidades europeias, criaram a hashtag #ThisIsACoup (que significa “isto é um golpe”) para criticar as medidas impostas aos gregos. 

O acordo fechado na cimeira da zona euro para se avançar com um terceiro programa de resgate à Grécia, no valor de 86 mil milhões de euros, impõe condições a Atenas com calendários a curto prazo. 

Em relação à dívida, o documento realça que há uma "preocupação" em relação a este tema. Um perdão da dívida está fora de questão, mas a reestruturação poderá passar por alargar o período de carência ou o prazo de pagamento. No entanto, uma renegociação da dívida só será abordada depois da primeira avaliação ao cumprimento do terceiro resgate a Atenas. 

Até quarta-feira, o Parlamento grego tem que aprovar medidas como o aumento do IVA e o alargamento da base tributária para aumentar as receitas fiscais, a reforma do sistema de pensões - incluindo a garantia da sua sustentabilidade a longo prazo -, o assegurar da independência do instituto de estatísticas grego (ELSTAT) e a aplicação integral das principais normas previstas do Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária. 

O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta segunda-feira manter inalterado o teto máximo da linha de liquidez de emergência aos bancos gregos, revelou um porta-voz da entidade, citado pela agência de informação financeira Bloomberg. 

Os bancos vão permanecer encerrados pelo menos por mais dois dias, de acordo com fonte citada pela Reuters.