O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, mostra-se confiante na possibilidade de ser alcançado um acordo entre a Grécia e as instituições europeias, para um terceiro resgate, embora pior para Atenas do que o anterior.

Como noticia a agência EFE, Mariano Rajoy mostrou-se contudo convencido de que, caso o acordo seja alcançado, este será pior do que o anterior obtido pela Grécia.

Rajoy, que viaja domingo para Bruxelas, para participar na reunião de líderes que está marcada para analisar a proposta grega, falou sobre a Grécia durante uma conferência política do PP, em Espanha.

O chefe do executivo espanhol assinalou que a Grécia é um exemplo de como se pode arruinar a recuperação de um país, mas disse estar confiante em que finalmente seja alcançado um acordo entre as autoridades helénicas e as instituições europeias.

"Todos desejamos [esse acordo] do fundo do coração", assegurou, antes de expressar a sua convição de que deverá "ser pior que o anterior", ou seja, num contexto menos favorável para a Grécia, e advertir que "não se vai recuperar o tempo perdido, nem reparar os danos causados".

Rajoy lembrou que esteve em janeiro último em Atenas, para uma reunião com o ex-primeiro-ministro grego Andonis Samaras, e que, nessa altura, a previsão de crescimento económico para a Grécia era quase de três por cento para 2015 e que a Grécia ia abandonar o segundo resgate, regressar aos mercados e pagar a dívida.

"Isso era a Grécia há seis meses", recordou, observando que, após a chegada do Syriza ao Governo, o país entrou novamente em recessão, à espera de um terceiro resgate e com uma economia "estrangulada", por falta de financiamento e reformas.

A tudo isto - acrescentou - os cidadãos gregos passaram a ter de formar filas diante das caixas multibanco, para "conseguir uns euros para passar o dia".