O ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, considerou esta segunda-feira que o programa-ponte de financiamento intermédio para a Grécia, a debater no Eurogrupo , “não será uma questão simples”.

“Não será seguramente uma questão simples porque há muitos governos que não estão mandatados pelos parlamentos para dar dinheiro fresco ou sem condicionalidades e espero que seja encontrada uma solução”, disse Stubb, questionado sobre o financiamento intermédio a Atenas à entrada para o Eurogrupo.

“Antevejo que será uma longa reunião”, salientou ainda.

Os ministros das Finanças da zona euro voltam esta segunda-feira a reunir-se, em Bruxelas, às 16:00 (15:00 de Lisboa) para debater o financiamento-ponte à Grécia e a eleição do novo presidente para o Eurogrupo.  

O financiamento-ponte a debater pelo Eurogrupo é um empréstimo intermédio que servirá para evitar que a Grécia falhe os próximos pagamentos, caso dos 3.500 milhões de euros que tem de pagar ao Banco Central Europeu a 20 de julho, evitando um novo incumprimento enquanto não é aprovado o terceiro resgate ao país, que implica ainda muitos procedimentos.  

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, reconhece que o acordo alcançado entre Atenas e as instituições europeias é “duro” e que, “inevitavelmente, as medidas que se seguem ainda terão “um efeito de recessão”.

Os chefes de Estado e de Governo da zona euro, reunidos em Bruxelas desde domingo à tarde, chegaram hoje de manhã a um acordo sobre a Grécia, ao cabo de 17 horas de negociações.