Em declarações aos jornalistas, na ilha do Porto Santo, no final da sua visita oficial à Região Autónoma da Madeira, Pedro Passos Coelho afirmou não poder "antecipar o resultado das negociações entre a Grécia e o Eurogrupo", mas acrescentou que, se dependesse da sua vontade, seria "com certeza um resultado bem-sucedido".

"Independentemente do que possa acontecer no curto prazo ou no médio prazo, associado a uma evolução menos positiva das negociações com a Grécia, o país, Portugal, está devidamente apetrechado para poder responder a essa instabilidade"

A este propósito, o primeiro-ministro recordou que "a senhora ministra das Finanças teve oportunidade de dizer que tínhamos os cofres cheios" e "foi muito criticada por ter essa expressão".

"Ela disse na altura, também, para quem quis ouvir, que estávamos a amealhar para poder pagar antecipadamente ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e também para poder acumular reservas que nos permitissem enfrentar qualquer situação de perturbação nos mercados financeiros"

Segundo Passos Coelho, graças a "uma governação com prudência", Portugal não está na situação de "2009, 2010 e 2011, em que perturbações externas poderiam conduzir a um pedido de ajuda externa".

"Nós hoje estamos em condições de responder a uma situação dessas com outra tranquilidade. E tenho a certeza de que, se porventura tivermos de passar por situações dessa natureza, responderemos com outra capacidade que não tivemos no passado"