“O empréstimo será usado para cumprir as obrigações da dívida grega e para assegurar a estabilidade do sistema financeiro”, refere o documento.

Numa carta dirigida ao presidente do MEE, Atenas promete reformas fiscais e nas pensões, propostas a ser divulgadas e implementadas já no início da próxima semana. E sublinha que esta é "uma oportunidade para explorar" medidas que tornem a dívida sustentável.

“Confiamos que os Estados-membros apreciem o pedido com urgência, dada a fragilidade do nosso sistema bancário e a nossa falta de liquidez“

Os ministros das Finanças iam analisar esse pedido de empréstimo esta quarta-feira, numa conference call do Eurogrupo, mas a reunião foi entretanto cancelada, segundo o porta-voz do presidente do Eurogrupo.

A carta não especifica em pormenor as reformas imediatas que propõe, mas informa que atingirão a fiscalidade e as pensões.

"A Grécia está comprometida a honrar as suas obrigações financeiras com todos os seus credores de maneira completa e a tempo", lê-se na missiva.

 

Depois da vitória do “Não” no referendo e de uma substituição do ministro das Finanças, parecia que as negociações poderiam ser mais benéficas para o lado dos gregos, porém, durante a reunião, garantiu Angela Merkel, não se falou de uma saída da Zona Euro, nem de um corte na dívida.

A questão que está em cima da mesa para domingo, e que pode decidir a continuidade da Grécia na moeda única, é se o país apresentará as condições para um terceiro resgate. 

Esta manhã o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, esteve no Parlamento Europeu, a debater a crise grega com os eurodeputados e afirmou que a Grécia foi o "laboratório da austeridade". Tsipras insistiu que a Grécia precisa de uma "discussão sincera sobre uma solução para o problema da sustentabilidade da dívida pública", mas também disse que acredita num acordo e que não irá cometer "erros do passado".

A escolha corajosa do povo grego, em condições de pressão sem precedentes, não significa uma rutura com a Europa", afirmou Tsipras, acrescentando que o país foi usado "como laboratório da austeridade". "A experiência, temos de admitir, falhou", sublinhou.