O Parlamento grego aprovou esta noite, com ampla maioria e apesar das dissidências no Syriza, o segundo pacote de medidas acordado com os parceiros da zona euro.

A proposta de lei, que inclui uma reforma do Código Civil, um esquema de proteção dos depósitos bancários e medidas para reforçar a liquidez dos bancos, foi apoiada por mais de 200 deputados - uma clara maioria - na votação no parlamento composto por 300 lugares.

A aprovação das medidas era um requisito prévio para iniciar as negociações sobre o terceiro resgate.

O primeiro-ministro grego afirmou que a votação das reformas acordadas com a zona euro é apenas um passo para negociar as condições de um terceiro resgate, e garantiu que o governo vai procurar “alianças” para “melhorar” o programa final.

“A partir de amanhã [hoje] há que negociar outra vez as condições do acordo. Temos de utilizar cada aliança na Europa para melhorar o acordo final”, disse Alexis Tsipras, ao intervir no debate parlamentar.

O chefe do Executivo de Atenas reiterou que tem de aplicar um acordo em que não acredita, mas destacou que ninguém pode “afirmar que a autoria do programa pertence ao governo grego”.

Esta sexta-feira arrancam em Atenas as negociações detalhadas para o terceiro resgate com peritos da Comissão Europeia, BCE e FMI. A assinatura e ratificação do terceiro resgate é apontada para setembro.

Segundo a Bloomberg, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a aumentar a linha de emergência à banca grega, em 900 milhões de euros, depois de já o ter feito a semana passada, no mesmo valor.