O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) vai aprovar na quarta-feira o terceiro resgate à Grécia e desbloquear uma primeira tranche de 23 mil milhões de euros.

Esta parte do procedimento ocorre depois de vários Governos de países do euro terem aprovado nos respetivos parlamentos a atribuição do terceiro programa de assistência financeira à Grécia.

Os ministros da Economia e Finanças da zona euro terão, na quarta-feira, uma teleconferência pelas 17:00 GMT (18:00 em Lisboa) e esperam dar o seu aval ao terceiro programa de resgate, que visa a atribuição de 86 mil milhões de euros à Grécia até 2018.

Depois desta primeira teleconferência haverá uma segunda, desta vez dos responsáveis das secretarias do Tesouro dos países da zona euro, a fim de autorizar o desembolso de uma primeira tranche a Atenas.

Esta tranche, que totaliza 23 mil milhões de euros, será dividida da seguinte forma: 10 mil milhões que vão estar imediatamente disponíveis numa conta especial do fundo de resgate da zona euro para a recapitalização da banca grega e 13 mil milhões de euros que Atenas irá receber na quinta-feira.

Outros três mil euros serão desembolsados em setembro ou em outubro em uma ou duas tranches, sujeitas à implementação pela Grécia de medidas chave para os credores internacionais que constam do memorando de entendimento e que serão especificadas pelas instituições europeias e pelo grupo de trabalho do euro.

Assim, a Grécia poderá contar receber um total de 26 mil milhões de euros dos seus parceiros da zona euros.

Com o primeiro empréstimo de 13 mil milhões de euros Atenas poderá proceder à devolução de 3.400 milhões de euros ao Banco Central Europeu (BCE), que vencem na quinta-feira, reembolsar o empréstimo-ponte de 7.160 milhões de euros que recebeu em julho da União Europeia e saldar dívidas domésticas em atraso.

Os empréstimos do MEE, que conta com um capital de 80 mil milhões de euros e uma capacidade de empréstimo de 455 mil milhões de euros, terão um vencimento médio de 32,5 anos e os custos de financiamento rondam 1%, que varia em função das condições do mercado.

Ainda na quarta-feira, o vice-presidente da Comissão Europeia para o Euro, Vladis Dombrovskis, assinará o memorando de entendimento, no qual terá de constar também a assinatura de Atenas, segundo fontes comunitárias.

Se algum país não obtiver a autorização do seu parlamento, o MEE prevê um procedimento de votação de emergência, que requer uma maioria qualificada de 85% dos votos.