O Fundo Monetário Internacional já avisou o Eurogrupo que não quer participar num possível terceiro resgate à Grécia, que totalizaria até 50.000 milhões de euros e que seria vital para a sobrevivência do país, segundo o El Mundo.

É uma consequência da ausência de medidas realmente efetivas por parte do governo helénico para conter a despesa o défice, como a readmissão de funcionários públicos.

Esta quarta-feira a reunião do Eurogrupo voltou a terminar sem acordo entre os credores e a Grécia. E levou o ministro das Finanças grego, Yannis Varoufakis, a admitir a situação "difícil" em que se encontra o país. Enquanto não houver acordo, a ajuda financeira continua suspensa.

A situação é especialmente grave, tendo em conta que o fundo é sempre o último recurso dos países em que a crise é especialmente grave. E também é por isso que o FMI tem prioridade sobre o resto dos credores na hora de receber.

Só o Zimbabué, a Somália e o Sudão deixaram de pagar ao fundo. Mas a verificar-se o incumprimento, a Grécia será o primeiro país desenvolvido a entrar em default, confirmaram fontes próximas do processo ao jornal espanhol.

Até agora a Grécia conseguiu cumprir os pagamentos, tendo o último reembolso, de 750 milhões de euros, sido feito esta terça-feira.

Mas até meados de julho a Grécia tem de pagar mais 2.800 milhões ao FMI, e mais 3.500 milhões ao BCE, a 20 de julho.

Só este ano Grécia já pagou 12.327 milhões de euros de dívida aos credores internacionais. Até o ano acabar Atenas ainda vai ter de pagar 21.306 milhões de euros.