Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se esta segunda-feira, em Bruxelas, ainda sem um acordo à vista com a Grécia que permita o desbloqueamento de dinheiro de que Atenas necessita para fazer face aos seus problemas de liquidez.

Embora o Governo grego tenha apontado no domingo, uma vez mais, que está próximo um acordo com os seus credores, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e outros altos responsáveis europeus já advertiram que será, “obviamente”, impossível a reunião desta segunda-feira ser conclusiva, face ao impasse que ainda se regista nas negociações no seio do chamado Grupo de Bruxelas – que junta a Grécia e as instituições que formavam a troika (Comissão, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

Já esta segunda-feira o ministro das Finanças grego admitiu que não é provável que seja alcançado um acordo. «As probabilidades não se esgotaram. As mensagens que estamos a receber é de que será difícil”, sublinhou Yannis Varoufakis à rádio Sto Kokkino.

O responsável sublinhou que credores e Atenas convergem em muitos assuntos: “O governo grego está a debater-se numa guerra negocial muito dura para alcançar um acordo, que não é só para desbloquear a ajuda mas para dar um golpe na crise”.

“Penso que a solução irá aparecer nos próximos dias, e não necessariamente hoje. Vamos fazer o que pudermos para conseguirmos chegar a um alívio hoje”, acrescentou.

Para ser ultrapassado o impasse, que tem atrasado a transferência para os cofres gregos de uma parcela de 7,2 mil milhões de euros do empréstimo concedido em 2012, é necessário ainda avanços em várias matérias, como pensões e mercado laboral, sendo que as partes ainda divergem nas negociações técnicas, pelo que nem deverá haver uma discussão aprofundada ao nível político.

Portugal estará representado na reunião do Eurogrupo pela ministra Maria Luís Albuquerque.