O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, concordaram em prosseguir “com elevada intensidade” as negociações entre Atenas e os credores, disse o próprio Tsipras à saída da reunião.

Os três líderes voltaram a reunir-se sobre o estado das negociações entre a Grécia e as instituições internacionais (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), num encontro que decorreu em “ambiente construtivo”, segundo a fonte do Governo germânico.

"Houve unanimidade de que as conversações entre o Governo grego e as instituições devem prosseguir com elevada intensidade", vincou.


Segundo fonte governamental grega, a Grécia está a discutir com os credores um prolongamento por nove meses do programa de resgate com novos financiamentos para o país. 

"Estamos a discutir um prolongamento por nove meses, até março de 2016, do programa" atual, indicou a fonte citada pela AFP.


A notícia teve imediata repercussão nos media locais, num dia quem o primeiro-ministro Alexis Tsipras voltou a encontrar-se com Angela Merkel e François Hollande. 

Em cima da mesa deste encontro voltaram a estar posições até agora inconciliáveis entre a Grécia e os seus parceiros europeus. 

Na terça-feira o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, voltou a contrariar o otimismo grego sobre a iminência de um acordo com os credores, alegando que Atenas tem subestimado a complexidade das medidas que lhe são pedidas para recuperar a economia. 

Alexis Tsipras tinha afirmado antes que o acordo está "muito próximo" e que Atenas tinha apresentado novas medidas tendo em vista desbloquear os 7,2 mil milhões de euros que fazem parte do empréstimo concedido em 2012 e que estão suspensos há meses. 

Após um fim de semana de tensão, a Grécia retomou terça-feira as negociações com os credores europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Atenas entregou "dois textos" com propostas ao comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici. 

O governo grego liderado pelo Syriza (esquerda radical) já tinha apresentado uma proposta com algumas cedências em relação às promessas eleitorais, mas estas foram consideradas insuficientes pelos credores. 

As conversações foram travadas na semana passada por medidas relativas à reforma do sistema de pensões e subida do IVA na eletricidade. 

A Grécia enfrenta problemas de liquidez e vai ter de pagar perto de 1,6 mil milhões de euros ao FMI a 30 de junho.