O governo grego reiterou esta terça-feira que o acordo alcançado com o Eurogrupo para prolongar por quatro meses o financiamento ao país não é um novo resgate, mas um alargamento do empréstimo.

«O governo grego não aceitou a utilização da expressão programa atual o que significa pedir um prolongamento do memorando e insistiu até ao fim que a linha de crédito e o memorando são coisas distintas», segundo fontes governamentais citadas pela Efe.

De acordo com as mesmas fontes, a lista de medidas enviadas a Bruxelas e aprovada pelas instituições mantém os compromissos assumidos e «baseia-se na agenda do governo, ou seja, no conceito de que o principal problema da economia grega é a evasão fiscal dos ricos».

O acordo do governo com as instituições «enterra» as decisões do governo anterior e «o programa de novos cortes que este tencionava aplicar se a Nova Democracia e o Pasok (partidos da anterior coligação governamental) ganhassem as eleições», disseram as fontes, insistindo que não haverá «novos cortes nas pensões, não haverá despedimentos no setor público e não haverá aumento de impostos para os mais pobres e para a classe média».

O executivo liderado por Alexis Tsipras defende que este acordo «inclui grande parte do Programa de Salónica», um plano de ajuda social que contempla «medidas de justiça fiscal e outras destinadas a combater a crise humanitária», como cupões para alimentos e eletricidade gratuita, cuja aplicação, de acordo com as referidas fontes governamentais, «não põe em perigo o equilíbrio orçamental».

«É evidente que numa negociação nenhuma das partes pode impôr a cem por cento os seus pontos de vista», justificam, adiantando que o acordo inclui pontos de vista com os quais o governo não está de acordo e que serão reforçadas as posições gregas nas próximas negociações tendo em vista «um acordo final».

O Eurogrupo aceitou a extensão do programa de ajuda financeira à Grécia. A decisão oficial foi anunciada depois de uma reunião entre os ministros das Finanças da zona euro, em teleconferência.