Três deputados da ala mais à esquerda do Syriza e dois membros do comité político defenderam esta sexta-feira que é preferível que a Grécia saia do euro e que regresse o dracma do que fazer um acordo com os credores que inclui mais austeridade e sem garantias do alívio da dívida.

“O governo, mesmo nesta altura, pode e deve responder à chantagem dos credores com o dilema: ou um programa sem nova austeridade, com financiamento e uma redução da dívida, ou uma saída do euro e a suspensão dos pagamentos de uma dívida injusta e inviável”, lê-se no comunicado, citado pela Reuters.

O Syriza tem 149 dos 300 assentos parlamentares no parlamento grego.

Entretanto, os conservadores do principal partido da oposição da Grécia disseram esta tarde que apoiam o governo de Tsipras para garantir uma boa negociação com os credores e evitar a saída do país da zona euro.
 
“O partido Nova Democracia dá ao primeiro-ministro não só autorização para chegar a um acordo, mas também o mandato para evitar a saída do país da zona euro”, disse em comunicado.

As derradeiras propostas gregas foram ontem apresentadas dentro do prazo previsto: IVA, novos impostos, descer salários na função pública, criar uma espécie de regime de mobilidade especial, desencorajar reformas antecipadas e privatizar mais do que estava previsto. Se credores aceitarem, tábua de salvação política de Alexis Tsipras poderá ser a reestruturação da dívida