O chanceler austríaco fez uma declaração de solidariedade com a Grécia. Werner Faymann defende que a Grécia deve ter mais apoio, dada a extensão dos danos infligidos à população desde que começou a crise da dívida.

“Fico do lado do povo grego que, estando nesta difícil situação, ainda tem de lidar com propostas de medidas prejudiciais à sociedade”


Numa entrevista a uma televisão austríaca, citada pela Reuters, o responsável criticou algumas das exigências do FMI, BCE, e União Europeia.

“Alta taxa de desemprego, 30-40% sem seguro de saúde e depois um aumento do IVA sobre os medicamentos. As pessoas nesta situação difícil não conseguem compreender isto”


As relações entre Atenas e os credores estão a deteriorar-se rapidamente, com o presidente da Comissão Europeia a acusar o governo grego de estar a enganar os seus cidadãos, relativamente às medidas propostas para resolver a situação financeira do país, e não estar a transmitir as propostas “reais” da Comissão. 

Fayman sublinhou ainda que a Grécia deve cumprir os seus compromissos decorrentes do atual programa de resgate, mas acrescentou que a prioridade é “evitar a catástofre”.

A ministra ds Finanças portuguesa, Maria Luís Albuquerque afirmou, esta terça-feira, que a situação de crise na Grécia não põe em causa o futuro da Europa, sublinhando que os restantes 27 países que constituem a zona euro "continuam empenhados" em encontrar uma solução para a situação do país helénico.