A contraproposta que Atenas entregou esta terça-feira aos credores internacionais não é suficiente para um acordo, avança a Reuters, citando fontes da União Europeia.

A Comissão Europeia confirmou que recebeu novas propostas da Grécia e que as instituições – BCE, FMI e a própria Comissão – estavam a avaliar estes novos contributos.

Segundo a Bloomberg, Atenas quer usar fundos do Mecanismo europeu de Estabilidade para reembolsar cerca de 6,7 mil milhões de euros em obrigações detidas pelo Banco Central europeu, que vencem em julho e agosto. O governo grego quer também poder aceder a fundos de resgate do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e que os bancos sejam autorizados a comprar mais dívida pública de curto-prazo. 

Na edição desta terça-feira do  jornal italiano Corriere Della Sera,o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras sublinhou que a eventual saída da Grécia da União Europeia será um problema sério para os Estados-membros. 
 

“Se a Grécia falhar, os mercados irão procurar o próximo país. Se as negociações falharem, o custo para os contribuintes europeus será enorme.” 


Segundo o Wall Street Journal avançou na segunda-feira, os credores da Grécia propuseram  uma extensão do resgate até março de 2016 em troca de cortes nas pensões e aumento de impostos.