Os bancos gregos não vão abrir portas esta segunda-feira e a Bolsa de Atenas também não vai negociar, revelou o primeiro-ministro grego, no final de uma reunião de emergência do Conselho de Ministros.

O ministério das Finanças grego informou entretanto que os bancos vão permanecer fechados até ao dia 7 de julho e o controlo de capitais vai possibilitar levantamentos de 60 euros por dia.

Tsipras revelou ainda que os bancos terão controlo de capitais, porque o Banco da Grécia foi "obrigado" a fazê-lo. Os depósitos estão salvaguardados. Os gregos devem permanecer calmos”, disse aos jornalistas.

Entretanto o primeiro-ministro grego deixou várias mensagens na sua conta do Twitter. Tsipras sublinha que nos próximos dias é necessário paciência e tranquilidade e que os depósitos estão completamente seguros.
  As pensões e os salários também estão salvaguardados, assegurou o governante.
 

Para o responsável, o facto de o Eurogrupo ter rejeitado a extensão do programa e forçado os bancos a fechar portas vai fazer com que os gregos fiquem mais determinados a votar pelo “não” no referendo. "Eles não vão vencer", sublinhou.
 

Apesar dos apelos à calma, os gregos acorreram aos multibancos para levantar dinheiro. Muitos ATM estão sem dinheiro, outros com problemas técnicos, não conseguindo dar resposta aos milhares de clientes que se dirigiram às instituições financeiras para levantar dinheiro este domingo, já que o control de capitais começa às 24:00.

Já Anthimos K. Thomopoulos,  presidente do Piraeus Bank, um dos maiores bancos gregos, tinha dito que os bancos gregos não iriam abrir portas amanhã.
 
A informação surgiu depois de ter terminado o Conselho de Estabilidade Financeira, no qual estiveram presentes o ministro grego das finanças, o governador do Banco da Grécia, o presidente da Associação de Bancos e o responsável pelos mercados financeiros.

O Banco Central Europeu decidiu manter os empréstimos de emergência aos bancos gregos nos atuais níveis. No entanto, a linha de liquidez não será reforçada.

Em comunicado, o BCE assegura que vai continuar a observar de perto a situação a Grécia.