O governador do Banco da Grécia, Yannis Stournaras, considerou esta quinta-feira que os problemas do país que estão por solucionar são «relativamente pouco numerosos» quando se compara com o que se conseguiu nos últimos anos.

«Ao longo dos últimos anos, percorremos um caminho muito difícil, com um custo elevado para o conjunto da sociedade grega: se pudermos solucionar os problemas relativamente pouco numerosos ainda em suspenso para completar a primeira fase do esforço lançado em 2010, estaremos então aptos a passar para a fase seguinte (...)» e para um «crescimento rápido», defendeu Stournaras durante um discurso na apresentação do relatório anual da instituição.

Stournaras, que foi ministro das Finanças da Grécia até 2014 no governo precedente do conservador Antonis Samaras, também sublinhou que «a coesão social foi corroída pela crise», observando que «as prioridades» das políticas a serem adotadas «deveriam ser orientadas para a redução do desemprego e (correção das) desigualdades na repartição do fardo do esforço do ajustamento» pedido à Grécia pelos credores internacionais.

«Para o fazer, devemos manter-nos comprometidos com firmeza no caminho europeu e cumprir o acordo recentemente alcançado logo que possível», concluiu.

A Grécia alcançou na semana passada um acordo com a zona euro que prevê o alargamento de quatro meses do programa de assistência para reformular «um novo contrato» para o país.