Uma eventual abertura formal de negociações com a Grécia sobre um terceiro programa de ajuda, a ser acordada no fim-de-semana, terá que ser submetida a aprovação parlamentar em seis Estados-membros da zona euro, entre os quais o Bundestag alemão.

Um alto responsável da UE explicou esta sexta-feira que se durante o fim-de-semana, para o qual estão previstas reuniões do Eurogrupo e cimeiras do euro e da União Europeia, houver acordo sobre um terceiro programa de ajuda à Grécia, com base num compromisso em torno das reformas a serem implementadas por Atenas, seis países da zona euro preveem a necessidade de procedimentos parlamentares antes de haver a negociação formal sobre o memorando de entendimento, designadamente Alemanha, Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia e Estónia.

Só quando estiverem cumpridos esses procedimentos parlamentares - o que no cenário de um acordo sobre a Grécia no fim-de-semana poderia suceder entre segunda e terça-feira, indicou - é que as instituições ficarão devidamente mandatadas para negociar com o governo grego o memorando de entendimento de um terceiro programa de assistência à Grécia, agora no quadro do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o novo fundo de resgate permanente da zona euro.

Os credores têm até sábado de manhã para avaliar a proposta. Nesse dia, às 9:00, haverá uma reunião técnica do grupo de trabalho do euro e às 14:00 começará o Eurogrupo.   Domingo é o dia de todas as decisões: os chefes de governo da zona euro vão reunir-se às 15:00, hora de Lisboa, numa cimeira de países do euro. Segue-se o Conselho Europeu, com os líderes da União Europeia, às 17:00 de Lisboa.  

 O presidente francês Francois Hollande considerou esta sexta-feira que as propostas enviadas esta quinta-feira por Atenas aos credores  são “sérias“ e “credíveis”, mas sublinha que “nada está ainda decidido”.   Angela Merkel concorda com o presidente francês.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem também já reagiu, dizendo que o texto da proposta grega  é muito completo.