Quase 45 mil pessoas perderam o direito a receber o Rendimento Social de Inserção entre agosto de 2013 e agosto de 2014, havendo atualmente quase 213 mil beneficiários, segundo os dados do Instituto da Segurança Social.

De acordo com a informação disponível na página da internet do ISS, com dados atualizados a 01 de setembro, existiam em agosto 212.659 beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), menos 44.859 do que em agosto de 2013, quando o número chegava aos 257.518.

Comparando com o mês de julho há igualmente uma quebra, no caso de 4.425 pessoas, o que representa uma descida de 2%.

O beneficiário tipo continua a ser mulher (50,8%) e com idade até aos 18 anos (34%). Olhando para a distribuição pelo país, a concentração das pessoas que recebem o RSI faz-se sobretudo nos distritos do Porto (73.573), Lisboa (51.418) e Setúbal (21.071), seguidos de perto pela Região Autónoma dos Açores (18.250).

A tendência de decréscimo é igualmente verificada em relação às famílias que recebem esta prestação social, que em agosto eram 91.578.

Este número representa uma quebra de 15% e que menos 16.147 famílias têm direito a esta prestação social comparativamente ao período homólogo.

Equiparando com o mês de julho, há menos 1.770 famílias a receberem o RSI, uma quebra de 1,8%.

Segundo o ISS, o valor monetário médio por beneficiário em agosto situou-se nos 91,10 euros e por família em 214,85 euros.


Quase metade dos desempregados não têm direito a subsídio


Relativamente ao número de desempregados com direito ao subsídio, a Segurança Social revela que em agosto o Estado atribuiu cerca de 318 mil prestações de desemprego em agosto, deixando sem estes apoios mais de 406 mil desempregados.


De acordo com os últimos números disponibilizados na página da Segurança Social, em agosto existiam 318.333 beneficiários de prestações de desemprego, menos 4.732 indivíduos face a julho, e o equivalente a 43% do último número total de desempregados contabilizados pelo Eurostat.



Os últimos dados divulgados pelo Eurostat contabilizavam, em agosto de 2014, um total de 725 mil desempregados, com a taxa de desemprego a situar-se nos 14%.