Nos 10 primeiros meses do ano havia 6.172 empresas insolventes, aumento de 10,8% em relação a 2014. A explicação é a quebra processual da plataforma do Ministério da justiça em setembro desse ano, porque se retirado esse efeito a subida é de apenas 0,5%.
 
A análise da IGNIOS sobre insolvências, novas constituições e crédito vencidos conclui que em outubro foram contabilizadas 714 insolvências, um recuo de 2% face às 733 empresas insolventes observadas em setembro.
 
O setor da construção continua a liderar as insolvências, com 1.284 empresas insolventes nos dez primeiros meses. O Comércio por Grosso e a Retalho também aumentaram o número de insolvências face a 2014 (mais 5,4% para 727 e mais 5,1% para 967, respetivamente), e mantêm-se entre os de maior peso no global das insolvências (14% e 14,6%, respetivamente).
 
Até outubro foram ainda criadas 32.059 empresas, um crescimento de 7,8% relativamente ao período homólogo. No mês de outubro, foram constituídas 2.852, uma tendência estável face a setembro.

Em termos geográficos, os distritos de Lisboa, Porto, Braga, Aveiro e Setúbal lideram quer nas insolvências quer nas constituições. No primeiro indicador, apenas o Porto apresentou uma diminuição no número de insolvências (-3,4%), considerando os dez primeiros meses do ano face a igual período do ano passado.