A inquirição ao presidente do Conselho de Administração da SATA na comissão de inquérito do parlamento dos Açores prevista para esta segunda-feira acabou por ser suspensa por 24 horas, depois de Luís Parreirão ter entregado um conjunto de documentos.

“Até hoje, a comissão não nos solicitou a entrega de qualquer documento ou relatório. De qualquer forma e sabendo que esse era o âmbito dos trabalhos que hoje aqui nos trazia, tomei a liberdade de vos trazer, para vos entregar o relatório trimestral, semestral e o relatório independente de avaliação e validação dos pressupostos do plano de negócios”, afirmou Luís Parreirão, no início da comissão, em Ponta Delgada.

Entre os documentos entregues por Luís Parreirão ao presidente da comissão parlamentar de inquérito constam o denominado “memorando de enquadramento sobre o desempenho económico e operacional da SATA no primeiro trimestre de 2015”, o “memorando de enquadramento sobre o desempenho económico e operacional da SATA no primeiro semestre de 2015” e a “análise do Plano de Negócios 2015-2020, datado de 28 de setembro de 2015”.

Face à entrega dos documentos e à necessidade dos partidos procederem à análise dos mesmos, foi decidido suspender por 24 horas a audição ao presidente da SATA, que será retomada terça-feira à tarde, no horário em que seria ouvido o secretário regional do Turismo e Transportes, cuja audição terá de ser reprogramada.

Antes da entrada na sala de Luís Parreirão, que já tinha sido ouvido no âmbito desta comissão de inquérito ao Grupo SATA em maio, os deputados discutiram a forma como seriam feitas as inquirições previstas para hoje, que além do presidente da SATA incluiu, de manhã, a inquirição do presidente da direção da Price Waterhouse Cooper’s (PWC), António Correia.

As duas inquirições agendadas para hoje visavam esclarecer dúvidas referentes à natureza contratual da relação entre a SATA e a PWC no âmbito da conceção, execução e acompanhamento do Plano de Negócios da SATA 2015-2020.

A deputada do Bloco de Esquerda, Zuraida Soares, acabou por abandonar a comissão, antes da entrada do presidente da SATA, por entender que o que os deputados estavam a fazer era ouvir um segundo depoimento de personalidades que já tinham sido ouvidas e não uma acareação.