As audições de Zeinal Bava e de Henrique Granadeiro, ex-líderes da Portugal Telecom (PT), estão agendadas para os dias 26 de fevereiro e 04 de março, respetivamente, segundo a informação disponível no portal da Assembleia da República (AR), noticia a Lusa.

Ambos os responsáveis vão prestar esclarecimentos aos deputados que integram a comissão parlamentar de inquérito ao caso BES/GES, uma vez que lideravam a PT quando a operadora fez aplicações financeiras de quase 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo (GES), que não cumpriu o pagamento à operadora nos prazos previstos.

De resto, foi atualizada a lista de audições até 10 de março desta comissão, cujos trabalhos prosseguem já esta tarde com a presença no Parlamento de João Moita, do BES Angola (BESA), às 16:00.

Na quinta-feira, vai ser a vez de serem ouvidos os líderes das associações de clientes bancários. Às 16:00 os deputados vão ouvir os argumentos de Ricardo Ângelo, presidente da Associação de Defesa dos Clientes Bancários Lesados, Investidores em Papel Comercial, e às 17:30, será a vez de entrar em ação Luis Vieira, presidente da Associação de Defesa dos Clientes Bancários (ABESD).

Já na próxima semana, dia 24, será ouvido Gonçalo Cadete, administrador financeiro da Rioforte (09:00), e os administradores do Banco Espírito Santo (BES), Jorge Martins e João Freixa (15:00).

No dia 26 de fevereiro, pelas 16:00, é a audição de Zeinal Bava, e a 04 de março, pelas 16:00, é ouvido Henrique Granadeiro.

A 05 de março entra em cena o administrador financeiro da PT SGPS, Luis Pacheco de Melo (16:00).

Finalmente, a 10 de março, será a vez de Fernando Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), comparecer no Parlamento.

A comissão de inquérito teve a primeira audição a 17 de novembro passado e tinha inicialmente um prazo total de 120 dias, até 19 de fevereiro, mas foi prolongado por mais 60 dias.

Os trabalhos dos parlamentares têm por objetivo «apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades».