Os preços no consumidor subiram, em média, 1,4% no ano passado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este aumento compara com a taxa de inflação média de 0,6% em 2016. Mais do dobro, portanto.

Analisando a evolução dos preços ao longo de 2016 e 2017, a taxa de variação homóloga do IPC total evidenciou um “movimento marcadamente ascendente” nos primeiros quatro meses do ano passado, prolongando o movimento ascendente já verificado na segunda metade de 2016.

“Após o valor máximo registado em abril de 2017, registaram-se taxas de variação homóloga abaixo do valor médio anual nos quatro meses seguintes”, adianta. o INE.

Centrando-nos apenas em dezembro, o índice de preços no consumidor (IPC) foi superior à taxa de variação média (de 1,4%) do mesmo índice, ao atingir 1,5%, taxa de variação homóloga idêntica à de novembro. Mas retirando os preços da energia, a taxa de inflação subjacente situou-se nos 1,2%, mais do que os 1,1% de novembro.

O aumento da taxa de variação do IPC entre 2016 e 2017 foi influenciado pelo comportamento da inflação subjacente e pela evolução positiva dos preços dos produtos energéticos"

As variações médias anuais foram de, respetivamente, 1,1% e 3,5% (0,7% e menos 1,8% em 2016).

O instituto diz ainda que os preços dos produtos alimentares não transformados mantiveram uma taxa de variação média de 1,8% em 2017, superior à de 1,6% em 2016.

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