A estimativa provisória do Eurostat aponta para que a Zona Euro tenha tido, em março, uma inflação negativa de -0,1%. Os valores negativos têm-se mantido (-0,2% em fevereiro) e, no mês que hoje termina, o setor da energia foi aquele que pesou mais. Isto numa altura em que os estímulos económicos estão à porta, uma vez que o BCE aumentou a compra do programa de compra de ativos de 60 mil milhões de euros para 80 mil milhões, com início já em abril.

Os preços neste setor desceram 8,7%, o que compara com a queda de 8,1% no mês anterior. Em valores positivos, mas muito ligeiros, estão os preços dos bens industriais não energéticos (0,5%) e dos alimentos, álcool e tabaco (0,7%).

Já acima de 1% está a inflação nos serviços, com a maior taxa anual, de 1,3% em comparação com 0,9% em fevereiro.

Estes valores estão ainda muito aquém do objetivo do Banco Central Europeu, que é de uma inflação a rondar os 2%. 

Contra todas as expetativas, o BCE cortou a taxa de referência da zona euro para 0% e antecipou que deverão haver novas baixas. Já esperado e confirmado foi o corte da taxa de depósitos e as mudanças nas compras de ativos.

Medidas que fazem parte de um pacote arrojado por parte do banco central para dar um empurrão ao crescimento económico da zona euro.

Draghi apelou também este mês aos dirigentes europeus que façam mais reformas estruturais, para dopar a tímida recuperação da economia na Zona Euro.