Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastaram, entre janeiro e julho deste ano, menos 10 milhões de euros em medicamentos comparativamente ao primeiro semestre de 2015.

O Infarmed, a autoridade do medicamento, associa a poupança ao maior consumo de genéricos.

Os dados hoje divulgados pelo Infarmed, a autoridade do medicamento, são relativos ao consumo em ambulatório.

A redução nos custos para os utentes foi de 2,5% face ao mesmo período de 2015. Ainda assim, houve um aumento ligeiro do consumo de embalagens, de 0,3%. E também da despesa do Estado na área, que cresceu 0,5%.

Esta poupança dos utentes deve-se em grande medida ao maior consumo de medicamentos genéricos", refere o Infarmed, numa nota publicada na sua página na Internet.

Genéricos custam metade

Os dados relativos ao mês de julho mostram que "a quota de mercado dos genéricos continua em crescimento, fixando-se em 47,4%".

De acordo com o Infarmed, este ano foram dispensadas 91 milhões de embalagens de medicamentos nas farmácias comunitárias, "que representaram um encargo de 693,5 milhões de euros para o SNS".

O preço médio global dos medicamentos caiu 9,2% desde 2012, sendo que o utente paga hoje menos 8,9% por cada embalagem. Já o dos genéricos está estável, apesar de ainda assim ser inferior ao preço médio das marcas em 50%", refere a mesma nota do Infarmed.