A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação teve uma subida mensal de 0,015 pontos percentuais em Julho, para 1,506%, quando Portugal consolida a retoma económica.

O Instituto Nacional de Estatística adianta que «nos contratos para Aquisição de Habitação, a taxa de juro foi 1,520%, tendo aumentado 0,015 pontos percentuais face à taxa observada em Junho».

Também a taxa de juro implícita dos contratos celebrados nos últimos três meses teve uma subida, de 0,005 pontos percentuais, situando-se em 3,092%, face ao mês anterior.

Já nos contratos relativos à Aquisição de Habitação celebrados nos últimos 3 meses, a taxa de juro implícita desceu ligeiramente para 3,070%, face a 3,071% reportados em Junho.

O sector da construção e imobiliário foi dos mais castigados em Portugal pela conjuntura recessiva devido à austeridade do resgate externo, mas a economia portuguesa dá já sinais de retoma, levando o Governo a rever em alta as suas projeções.

No segundo trimestre de 2014, a produto português expandiu 0,6% face aos primeiros três meses do ano, suportado no crescimento das exportações de bens e serviços, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), tendo a economia crescido 0,8% em termos homólogos.

O INE realça que o valor médio da prestação vencida para a totalidade dos contratos em vigor manteve-se estável, em Julho último, em 260 euros.

Já o valor do capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação caiu para 57.220 euros, de 57.268 euros no mês anterior.