A taxa de desemprego manteve-se inalterada em junho face a maio, nos 12,4%, segundo a estimativa mensal hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A população desempregada foi estimada em 636,4 mil pessoas.

“A estimativa provisória da taxa de desemprego para junho de 2015 situa-se em 12,4%, mantendo-se inalterada em relação à estimativa definitiva obtida para maio de 2015”, refere o INE.


No entanto, em maio, há uma acentuada correção do desemprego. O INE reviu em baixa a taxa de desemprego desse mês, que na anterior estimativa se tinha fixado em 13,2%. A correção retirou 42 mil desempregados aos dados de maio.

Recorde-se que, em janeiro de 2013, a taxa de desemprego bateu recordes históricos superiores a 17%.

O documento adianta aina que, em Junho, a população empregada era de 4.493 mil pessoas, número praticamente idêntico ao do mês anterior.

"A estimativa provisória da taxa de desemprego para Junho de 2015 situa-se em 12,4 pct, mantendo-se inalterada em relação à estimativa definitiva obtida para Maio de 2015," diz o comunicado.


Desemprego jovem com ligeiro aumento

 

"A taxa de desemprego dos jovens, que compreende a faixa etária entre os 15 e os 24 anos situou-se em 31,6%, tendo aumentado 0,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior," frisa.


Adiantou que a taxa de desemprego dos adultos situou-se em 11% mantendo-se inalterada face a Maio.

Segundo o cenário inscrito no Orçamento de Estado (OE) para 2015, a taxa de desemprego deverá fixar-se em 13,4% este ano.

Para 2015, o Executivo prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6%.

Em reação, o ministro da Economia sublinhou esta quinta-feira que Portugal regressou, ao fim de quatro anos, à taxa de desemprego que tinha antes da chegada da troika. 

Falando na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, António Pires de Lima sublinhou que, em maio de 2011, o país tinha uma taxa de desemprego de 12,5%, e que em maio deste ano, a taxa caiu para 12,4%. 

 “A taxa de desemprego é, pela primeira vez, inferior àquele que o Governo recebeu como legado”, sublinhou o ministro.