A taxa de desemprego caiu para 9,4% em maio, segundo a estimativa provisória do Instituto Nacional de Estatística. Ainda há 484,8 mil pessoas sem trabalho em Portugal. 

Para abril, já há dados finais: situou-se em 9,5%, menos 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior.

Tanto em abril como maio têm, de resto, os valores mais baixo observado desde dezembro de 2008. Ora, há nove anos, a taxa de desemprego estava em 9,3%.

INE

Feitas as contas, 12.200 pessoas saíram das estatísticas negras em maio, em comparação com abril.

A taxa de desemprego das mulheres excedeu a dos homens. Entre elas está nos 9,7%. Entre eles, nos 9,1%. Ambas tiveram um decréscimo ligeiro face ao mês anterior.

Já entre os jovens, a taxa de desemprego situou-se em 24,6%. Em maio acabou mesmo por aumentar 0,8 pontos percentuais face a abril. Nos adultos, foi de 8,3%.

Entre os 35 países que compõem a OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, onde a taxa de desemprego está nos 5,9%, Portugal ocupa o quarto lugar entre os que têm mais desemprego.

Reação do Governo

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, entende que as estatísticas que o INE hoje apresentou são “a constatação” que a recuperação da economia e do emprego se está “a concretizar a um ritmo significativo”.

"Uma melhoria muito significativa, de três décimas, face ao mês anterior. A taxa de desemprego poderá “já na próxima confirmação situar-se abaixo dos 9,5%”, o que fará aproximar Portugal da média da União Europeia de uma forma muito mais significativa”, antecipou.

Não resolve todos os problemas, nós continuamos a ter uma taxa de desemprego mais alta do que era a tradição da economia portuguesa, mas este é o valor mais baixo desde 2008”.

Para Vieira da Silva, esta descida “quer dizer que o progresso que se está a realizar é significativo, principalmente porque está a ser acompanhado pela criação de emprego”.

Ressalvando que ainda não conhece os números em detalhe, Vieira da Silva apontou que serão entre 130 mil a 140 mil postos de trabalho a mais dos que existiam há um ano.

O desemprego pode baixar porque as pessoas podem desistir de procurar emprego ou procurá-lo noutro país. Portanto, é necessário que esta baixa (…) não seja explicada por esses fatores, mas sim pela criação de emprego líquido e é isso que felizmente está a acontecer”, rematou.