A taxa de desemprego (15 a 74 anos) baixou ligeiramente em dezembro, para os 13,4%, anunciou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O indicador divulgado esta manhã contrasta com o que foi divulgado no início do mês, e que dizia respeito a novembro, mês em que a taxa de desemprego registou uma subida para 13,9%.

Há agora menos 4,8 mil pessoas sem emprego. «A população desempregada foi estimada em 689,6 mil pessoas, o que representa uma diminuição de 0,7% face a novembro do ano passado», revela o documento do INE.

Por sua vez, há mais 6,4 mil pessoas com trabalho, uma vez que a população empregada foi estimada em 4.441,5 mil pessoas, o que representa um aumento de 0,1% face ao mês anterior.

O INE sublinha que esta «evolução interrompe o decréscimo iniciado em setembro de 2014, após um período de sete meses consecutivos de crescimento continuado no emprego (de fevereiro a agosto de 2014)».

Taxa de desemprego continuará a descer

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um relatório, no passado dia 20, onde antecipa que a taxa de desemprego em Portugal vai registar uma tendência de queda até ao ano de 2019, altura em que ficará nos 10,1%. 
  
Segundo o relatório «Perspetivas Laborais e Sociais no Mundo», a organização diz que, depois do desemprego ter atingido os 14,2% no ano passado, deverá atingir os 13,1% este ano. 
  
Em 2016, a taxa de desemprego deverá recuar até aos 12,1%, em 2017 para os 11,3% e em 2018 para menos de 11%. Em 2019, refere a OIT, desce para níveis de 2010 e fica nos 10,1%. 

Depois de 18 meses consecutivos de quedas, o INE revelou este mês que a taxa de desemprego subiu para os 13,9% em novembro. E já em outubro se tinha verificado uma subida, para 13,4%. 

No entanto, a nível mundial, as perspetivas da organização não são animadoras. Daqui a cinco anos, mais de 212 milhões de pessoas estarão desempregadas. 

«A crise financeira destruiu 61 milhões de postos de trabalho desde o ano de 2008 e as nossas perspetivas mostram que o desemprego vai continuar a crescer até ao final da década. Isto quer dizer que a crise no emprego está longe de terminar e não há tempo para complacências», alertou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.