As Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, o Alto Minho e a zona de Aveiro superavam, em 2014, a média nacional em termos de desenvolvimento regional global, revelam dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A Área Metropolitana de Lisboa liderava a lista (com 106,83), seguida da Área Metropolitana do Porto (102,01), do Alto Minho (101,78) e da denominada região de Aveiro (100,74).

Estas são as mesmas quatro sub-regiões - das 25 do país - que, no ano anterior (2013), estavam acima da média nacional (100) no Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR), instrumento que avalia a competitividade, coesão e qualidade ambiental de cada zona.

Face a 2013, a Área Metropolitana do Porto passou para segundo lugar (subiu de 101,15 para 102,01), por troca com o Alto Minho (de 102,24, desceu para 101,78) no ISDR global, e foi a única a superar a média nacional em todas aquelas três componentes, ‘título’ que era detido pela Área Metropolitana de Lisboa.

No extremo oposto, a Região Autónoma dos Açores passou a ocupar o último lugar da lista das 25 sub-regiões (que coincidem com os limites territoriais das entidades intermunicipais), com um ISDR de 88,77 (era de 89,92 em 2103).

Os Açores trocaram com a sub-região do Alto Tâmega, o segundo pior desempenho a nível nacional (89,50) e com uma ligeira subida face a 2013 (89,42).

A Área Metropolitana de Lisboa subiu no índice de competitividade (de 113,38 passou para 114,16), mas desceu ligeiramente na coesão (105,99 para 105,93) e situou-se, pela primeira vez, abaixo da média nacional na componente ambiental (99,7).

A exemplo do ano anterior, o INE sustenta que, na competitividade, os índices mais elevados se concentram no litoral continental: para além de Lisboa, acima da média nacional estão também a região de Aveiro (104,88) e a Área Metropolitana do Porto (104,62), valores praticamente idênticos aos de 2013, embora mais reduzidos.

A sub-região do país menos competitiva é o Alto Alentejo (79,93), seguida do Douro (81,24) e do Alto Tâmega (81,50).

Na coesão - índice que, de acordo com o INE, procura refletir o grau de acesso da população a equipamentos e serviços coletivos básicos de qualidade e também a eficácia das políticas públicas - nove sub-regiões ultrapassavam, em 2014, a média nacional, mais uma do que em 2013.

A lista era liderada pela região de Coimbra (105,94), praticamente a par com a Área Metropolitana de Lisboa (105,93).

Seguiam-se o Alto Minho (103,60), Alentejo Central (103,58), Cávado (103,02), região de Leiria (102,56), Médio Tejo (101,60), região de Aveiro (101,39) e Área Metropolitana do Porto (100,32).

No índice de coesão, a Região Autónoma dos Açores situava-se no último lugar (77,65), seguido da Madeira (84,61) e do Tâmega e Sousa (89,89), as três únicas sub-regiões abaixo dos 90 pontos.

Já o índice de qualidade ambiental é aquele em que a maioria das sub-regiões (14 em 25, dado idêntico a 2013) supera a média nacional, com os valores mais elevados a registarem-se no interior continental e nas regiões autónomas, assinala o INE.

O Alto Alentejo era, em 2014, tal como no ano anterior, a sub-região portuguesa com melhor qualidade ambiental (índice de 110,58), seguida das Terras de Trás-os-Montes (109,81, uma subida de 1,3 pontos) e da Região Autónoma da Madeira (108,77), que baixou 1,5 pontos, do segundo para o terceiro lugar.

O pior desempenho ambiental foi alcançado pela sub-região Viseu Dão Lafões (93,12), seguida do Cávado (93,59) e do Alentejo Litoral (93,62).