O índice de produção industrial registou em fevereiro uma queda homóloga de 1%, ainda assim menos acentuada do que em janeiro (-1,3%), tendo a secção das indústrias transformadoras recuado 2%, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

De acordo com o gabinete de estatísticas, o índice de produção industrial registou uma variação homóloga de -1% em fevereiro, taxa superior em 0,3 pontos percentuais à observada em janeiro.

Em termos de variação mensal, o índice de produção industrial registou uma variação -0,4% em fevereiro, que compara com 1,6% em janeiro.

O agrupamento de Bens de Consumo deu o contributo negativo mais influente para a variação do índice agregado, resultado de uma queda de 6,9% (-5,9% no mês anterior).

Também o agrupamento de Bens de Investimento apresentou igualmente um contributo negativo, originado por uma variação homóloga de -3,3%.

De acordo com o INE, a secção das Indústrias Transformadoras apresentou uma variação homóloga de -2,0%, enquanto a secção de Eletricidade, Gás, Vapor, Água Quente e Fria e Ar Frio passou de uma taxa de variação de -7,3%, em janeiro, para 2,8%, em fevereiro.

Em destaque, a secção das Indústrias Extrativas que em fevereiro teve uma variação homóloga de 30,6%.
Já os agrupamentos de Bens Intermédios e de Energia apresentaram ambos contributos positivos, decorrentes de taxas de variação de 2,5% e 4,6% respetivamente.

O objetivo do índice de produção industrial é medir as variações do volume da produção em intervalos curtos e regulares, sendo obtido a partir do inquérito mensal à produção industrial, realizado por formulário eletrónico, junto de unidades estatísticas selecionadas a partir das empresas sediadas no território nacional.