A taxa de poupança das famílias diminuiu para 6,9% do rendimento disponível e a sua capacidade de financiamento caiu para 2,5% do PIB em 2014, face ao ano terminado no trimestre anterior, divulgou o INE esta quinta-feira.

Segundo as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional referentes ao conjunto de 2014, divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), «a taxa de poupança diminuiu para 6,9% do rendimento disponível».

Em dezembro, o INE tinha estimado que a taxa de poupança das famílias no ano terminado no terceiro trimestre de 2014 tinha sido de 9,7%.

O INE explica que esta diminuição traduz o efeito conjunto do aumento em 0,6% do consumo final com a diminuição do rendimento disponível em 0,8%.

Também a capacidade de financiamento das famílias diminuiu para 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano acabado no quarto trimestre de 2014, menos 1,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

O INE explica que para a descida da capacidade de financiamento contribuíram, sobretudo, «a diminuição das remunerações e dos benefícios sociais recebidos (excluindo as prestações sociais em espécie)», bem como «o aumento da despesa de consumo final».

Por outro lado, a capacidade de financiamento da economia passou de 2,4% do PIB no terceiro trimestre para 1,9% no quarto, queda que foi «determinada pela redução da poupança corrente da economia, em resultado da diminuição de 0,4% do Rendimento Disponível Bruto da Nação», explica o INE.

Os saldos das empresas e das sociedades financeiras fixaram-se, respetivamente, em 0,6% e 3,3% do PIB no quarto trimestre do ano passado (0,7% e 2,3% no trimestre anterior, pela mesma ordem).