Em 2014, os portugueses pagaram 59,6 mil milhões de euros de impostos em 2014 (+2%), correspondendo a cerca de 34,4% do Produto interno Bruto (34,5% no ano anterior).

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, o aumento foi influenciado pela evolução positiva dos impostos indiretos (4,7%) e das contribuições sociais (3,3%). Em sentido oposto, os impostos diretos diminuíram 2,4%.

Relativamente aos impostos diretos, registou-se um acréscimo de 1,5% no imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRS) e um decréscimo de 11,1% no imposto sobre o rendimento de pessoas coletivas (IRC).

Ao nível dos impostos indiretos, o INE destaca o comportamento da receita do imposto sobre o valor acrescentado (IVA), com uma variação positiva de 7% e do aumento de 15,8% da receita com o imposto municipal sobre imóveis (IMI). A receita com o imposto sobre o tabaco e com o imposto do selo voltou a diminuir (-1,1% e -2,6%, respetivamente).

As contribuições sociais efetivas cresceram 3,3%, resultado que terá sido influenciado por alterações orçamentais que afetaram a base de incidência, bem como pelo aumento da população empregada em 2014.

Excluindo os impostos recebidos pelas Instituições da União Europeia, Portugal continuava a apresentar em 2014 uma carga fiscal inferior à média da União Europeia (34,1%, que compara com 39,2% para a UE28).