O indicador de confiança dos consumidores aumentou em maio, após ter diminuído no mês anterior, retomando a tendência ascendente observada desde o início de 2013, divulgou esta manhã o Instituto Nacional de Estatística.

A evolução do indicador "resultou do contributo positivo das perspetivas relativas à evolução da situação financeira do agregado familiar, da situação económica do país e da poupança", refere o comunicado do INE.

Com sinal menos positivo, o indicador de confiança dos consumidores mostra que o principal contributo negativo continua a vir das perspetivas da evolução do desemprego. "O saldo das expetativas relativas à evolução do desemprego aumentou em maio, após ter estabilizado em abril no valor mínimo da série iniciada em setembro de 1997", acrescenta o comunicado.

Pulso à economia sector a sector varia

Ao nível dos setores de atividade, o sentimento em relação à evolução da conjuntura varia. No mês de referência, os indicadores de confiança aumentaram no comércio e na construção e obras públicas e diminuíram nos serviços e na indústria transformadora. Uma retração que, no caso da indústria transformadora, entre março e maio, reflete "o contributo negativo no último mês das perspetivas de produção, enquanto as opiniões sobre a evolução da procura global e sobre os stocks de produtos acabados contribuíam positivamente".

Nos serviços, a quebra, após ter aumentado de forma expressiva em abril, deve-se à "evolução negativa das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das apreciações sobre a atividade da empresa”.

Já o indicador de clima económico aumentou entre março e maio, após ter estabilizado em fevereiro.