taxa de desemprego

Falando na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, António Pires de Lima sublinhou que, em maio de 2011, o país tinha uma taxa de desemprego de 12,5%, e que em maio deste ano, a taxa caiu para 12,4%.

 

“A taxa de desemprego é, pela primeira vez, inferior àquele que o Governo recebeu como legado”, sublinhou o ministro.

Pires de Lima aproveitou os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística para dizer que “desde janeiro 2013 até maio de 2015 a economia portuguesa criou 202 mil postos de trabalho líquidos”.

 

Mas em vez de um “auto-elogio ao Governo”, o ministro preferiu “felicitar as empresas e o setor privado”, que considerou “responsáveis por este momento de recuperação económica”.

De acordo com o governante, um terço dos empregos criados desde janeiro de 2013, devem-se aos estágios profissionais.

 

O ministro respondeu também aos críticos, que acusam o Governo de baixar artificialmente os números do desemprego através de estágios, sublinhando que “os estágios profissionais são decididos pelas empresas e não criados artificialmente pelo Estado, ainda que tenham contado com o apoio de entidades públicas, como o IEFP”.

 

Para sustentar as suas afirmações, Pires de Lima revelou que “70% destes estágios resultam num trabalho na própria empresa ou empresas do setor dois meses depois. Não são estágios artificiais”.

O ministro concluiu considerando que a atual taxa de desemprego, apesar de melhor, “ainda é alta”, e disse acreditar que “a forma como economia portuguesa está a funcionar, gerando estas oportunidades de trabalho, está no caminho certo e é um momento de esperança”.