A economia portuguesa expandiu 0,2% no quarto trimestre de 2015 após a estagnação no trimestre anterior, impulsionada pelas exportações, apesar da contração do investimento, permitindo ao PIB crescer 1,5% no conjunto do ano passado, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na comparação trimestral, o INE explicou, em comunicado, que: "o contributo da procura interna foi negativo em resultado da redução do investimento, enquanto a procura externa líquida contribuiu positivamente, devido ao crescimento das exportações de bens e serviços".

Em termos homólogos, o PIB cresceu 1,2% no quarto trimestre de 2015.

O Orçamento de Estado de 2016, aprovado na semana passada, após duras negociações com Bruxelas, prevê cortar o défice para 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e que a economia expanda 1,8%, contra 1,5% em 2015.

O INE confirmou que, para o conjunto de 2015, a economia cresceu 1,5%, acelerando face à expansão de 0,9% em 2014.

No terceiro trimestre de 2015, a economia tinha estagnado em cadeia e crescido 1,4% em termos homólogos, penalizada por um forte abrandamento do investimento e uma desaceleração do consumo privado.

O Governo está preocupado com a instabilidade no mercado de 'bonds', que provocou uma forte subida das 'yields' portuguesas para máximos desde Abril de 2014.

Vários investidores explicam o agravamento do risco com a perceção que a execução do Orçamento de 2016 é difícil, ao que se soma o contexto geral de aversão ao risco.

O Executivo do primeiro-ministro António Costa tem frisado que o Orçamento opta por uma alternativa responsável e dialogante à anterior austeridade, aumentando o rendimento das famílias, mas agravando a tributação da banca, fundos e algumas empresas.