Afinal, o Produto Interno Bruto português cresceu 0,9% no segundo trimestre do ano, relativamente ao período homólogo, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística. Já o crescimento no primeiro trimestre foi de 1,0%.

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Recorde-se que estas contas nacionais trimestrais estão já compiladas de acordo com o novo do Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais 2010. Contas feitas, o crescimento real do PIB desceu 0,3% em relação ao primeiro trimestre e à estimativa anterior. Já em relação ao período homólogo, as novas contas mostram uma subida de 0,1%.

Outra nota tem que ver com a revisão em baixa do crescimento económico do primeiro trimeste. A estimativa anterior era de uma subida de 1,3%. Agora, o INE cortou 0,3% à estimativa inicial.

A procura interna apresentou um contributo positivo menos intenso, passando de 3,3 pontos percentuais no primeiro trimestre a 1,8 pontos percentuais no segundo trimestre, refletindo sobretudo a evolução do investimento.

A procura externa líquida registou um contributo negativo menos significativo, de 0,9 pontos percentuais, devido ao abrandamento das importações e à desaceleração das exportações.

Comparativamente com o trimestre anterior, o PIB aumentou 0,3% no segundo trimestre de 2014 (variação de -0,5% no 1º trimestre), em termos reais, devido sobretudo ao aumento das exportações.

Na estimativa rápida do INE, divulgada a 14 de agosto, ainda sem o SEC 2010, o PIB tinha aumentado 0,6% em termos reais, em comparação com o trimestre anterior.

Em termos homólogos, o PIB tinha aumentado 0,8% em volume no segundo trimestre, após a variação de 1,3% observada no 1º trimestre.

Os novos parâmetros são aplicados a anos anteriores a 2011, até 1995, e têm de ser incorporados na divulgação dos novos dados até ao final de setembro por todos os países da Europa.