As exportações de bens subiram 7,4% no segundo trimestre, face a igual período do ano passado, e as importações avançaram 9%, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"O défice da balança comercial aumentou 400,6 milhões de euros, situando-se em 2.794,2 milhões de euros, tendo a taxa de cobertura baixado para 82,4%, ou seja, -1,2% pontos percentuais", refere o INE.


De acordo com os resultados globais preliminares, as exportações de bens portugueses cresceram 7,4% entre abril e junho, face ao período homólogo de 2014, para 13.078 milhões de euros, com as importações a subirem 9% para 15.872 milhões de euros.

Em junho, as exportações de bens cresceram 9% e as importações de bens aumentaram 5,4% em termos homólogos.

A subida das exportações em junho deveu-se "sobretudo ao comércio intra-UE [dentro da União Europeia] (generalizada à quase totalidade dos grupos de produtos, mas em especial nos veículos e outro material de transportes, plásticos e borrachas e outros produtos", explica o INE.

A evolução das importações em junho ficou também a dever-se à evolução do comércio intracomunitário, "refletindo o acréscimo de quase todos os grupos de produtos, sobretudo veículos e outro material de transporte e produtos químicos, dado que se registou uma redução no comércio extra-UE".

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações subiram 11,2% em junho e as importações 13,2% em termos homólogos (face a maio o crescimento foi de 1,1% e 6,5%, respetivamente).

Relativamente a maio, as exportações subiram 8% "devido tanto à evolução do comércio intra-UE como do extra-UE, traduzindo o aumento verificado na quase totalidade dos grupos de produtos, em especial nos combustíveis minerais, calçado e máquinas e aparelhos".

Já nas importações, a taxa de variação foi nula, "dado que o aumento das importações intra-UE compensou o decréscimo registado no comércio extra-UE".

No segundo trimestre, as exportações de bens portugueses para os países da União Europeia subiram 8,8% em termos homólogos, correspondendo a uma taxa de cobertura de 80% e a um défice de 2.378,8 milhões de euros.

As importações de bens da UE aumentaram 9,8% no segundo trimestre, face a igual período do ano passado.

No que respeita às vendas de bens portugueses para fora da União Europeia, estas subiram 4% no segundo trimestre, enquanto as compras ao exterior aumentaram 6,4%, o que resultou num défice de 415,3 milhões de euros e numa taxa de cobertura de 89,6%.

"Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações extra-UE aumentaram 2,8% e as importações aumentaram 9,7%. O saldo da balança comercial extra-UE, com exclusão deste tipo de bens, atingiu um excedente de 967,9 milhões de euros, a que correspondeu a uma taxa de cobertura de 145,4%".