As exportações portuguesas continuam em queda e registaram a maior deste ano em julho, mas a inflexão das importações é mais acentuada o que permitiu uma melhoria no saldo da balança comercial. De resto, e de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, esta foi a maior descida das exportações desde julho de 2014.

O INE diz que, em julho, as exportações de bens diminuíram 4,6% e as importações de bens decresceram 7,2% face ao mesmo mês de 2015. E acima das descidas homólogas verificadas em junho, -1,5% e -0,5%, respetivamente.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, tanto as exportações como as importações decresceram 3,1%, contra as subidas de 1,1% e 3,5% de junho, respetivamente.

Desta forma, o défice da balança comercial de bens atingiu 557 milhões de euros em julho de 2016, reduzindo-se em 174 milhões de euros face ao mesmo mês de 2015. Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, situou-se em 353 milhões de euros, menos 13 milhões de euros que no mês homólogo de 2015.

Entre os principais países de destino em 2015, evidencia-se que os países foram da União Europeia foram os que mais contribuíram para a redução global das exportações verificada em julho de 2016.

As exportações diminuíram 39,9% para Angola, 22,6% para os Estados Unidos e 29,6% para a China. Nas importações, verifica-se que Espanha foi o país que mais contribuiu para a redução global das importações em julho de 2016, tendo atingido uma variação homóloga de -5,7%. De salientar ainda os decréscimos nas importações de Angola (-54,7%) e dos Estados Unidos (-23,4%), face ao mesmo mês de 2015, diz ainda o INE.

Têxteis e vestuário em alta

Apesar de as exportações, no seu todo, terem caído, as de têxteis e vestuário registaram um movimento contrário, ao crescerem 5% até julho , face a igual período do ano passado, para 3.060 milhões de euros.

O saldo da balança comercial atingiu os 813 milhões de euros entre janeiro e julho, destaca a  ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, baseando-se precisamente na última informação do Instituto Nacional de Estatística.

As exportações de têxteis, tirando os têxteis-lar, cresceram 2% para 790 milhões de euros, enquanto as vendas de vestuário subiram 7% para 1.858 milhões de euros. Já os têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados tiveram uma variação nula, situando-se nos 412 milhões de euros.