As exportações portuguesas diminuíram 3,3% e as importações caíram 0,8% no trimestre terminado em maio, face ao período homólogo, tendo o défice da balança comercial aumentado 288,8 milhões de euros, divulgou esta quinta-feira o INE.

Já a taxa de cobertura recuou para 83,8%, revelou ainda o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Considerando apenas o mês de maio de 2014, as exportações de bens diminuíram 3,6% e as importações de bens aumentaram 1,9% face ao mês homólogo (respetivamente -4,8% e -6,1% em abril de 2014).

No período de fevereiro a abril de 2014 as exportações tinham caído 0,9% e as importações aumentado 0,1% em termos homólogos.

Exportações de calçado aumentam 11% até maio

As exportações de calçado aumentaram 11% de janeiro a maio, com o setor a vender mais de 30 milhões de pares de calçado, no valor de 730 milhões de euros, divulgou hoje a associação setorial.

«Estes números reforçam o recente desempenho do setor que, nos últimos quatro anos, cresceu mais de 40% no exterior», destaca a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), em comunicado.

De acordo com a APICCAPS, o calçado português «está a crescer em praticamente em todos os mercados internacionais».

E se na União Europeia (UE) reforçou a sua posição, com um crescimento na ordem dos 9%, é fora da Europa que o calçado português mais tem crescido, com uma evolução de cerca de 30%.

Um resultado que traduz a aposta do setor em «aprofundar a presença de calçado nacional em novos mercados, de modo a que as vendas extracomunitárias representem 20% do total até 2020», salienta a associação.

Na sequência desta aposta, as exportações de calçado português para fora da UE «mais do que duplicaram» nos últimos quatro anos, ascendendo atualmente o peso das exportações para países como China, Estados Unidos da América (EUA), Japão ou Rússia a 13% do total exportado, contra os apenas 8% de 2008.

Segundo os dados da APICCAPS, as exportações do setor aumentaram, de 2010 a 2013, «praticamente em todos os importantes mercados», tendo crescido 31% na UE, para 1.513 milhões de euros, e mais de 160% para fora da Europa.

Aqui, destaque para o aumento das vendas para a Rússia (mais 491% para 49 milhões de euros), EUA (mais 237% para 27 milhões), Angola (mais 107% para 26 milhões), Canadá (mais 237% para 18 milhões) e Japão (mais 126% para 15 milhões).

Entre 2010 e 2013, as empresas portuguesas despertaram ainda para a Austrália (para onde as vendas já rondam os nove milhões de euros), a China (mais de cinco milhões) e os Emirados Árabes Unidos (próximo dos cinco milhões), como reporta a Lusa.