A economia portuguesa criou 36,3 mil empregos no segundo trimestre do ano, mas o número de empregos remunerados continuou a cair e atingiu no mesmo período o valor mais baixo dos últimos 16 anos e meio, segundo o INE.

Segundo os dados incluídos nas contas nacionais trimestrais, hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de empregos voltou a crescer pela primeira vez desde o início de 2011, criando cerca de 36.300 empregos.

Isto faz com que a queda no emprego passe de -5,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, para -4,1% no segundo trimestre. Face ao trimestre anterior, o crescimento é de 0,8%. O total de emprego na economia ficou nos 4,499 milhões.

No entanto, o número de empregos remunerados desceu no segundo trimestre, reduzindo-se este número em cerca de 5.300, para os 3,85 milhões.

Este é o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 1997, altura em que o número de empregos remunerados estava em crescimento, ou seja, dos últimos 16 anos e meio.

Segundo o INE, os trabalhadores não remunerados são «indivíduos que exercem uma atividade na empresa/instituição e que, por não estarem vinculados por um contrato de trabalho, sujeito ou não a forma escrita, não recebem uma remuneração regular, em dinheiro e/ou géneros pelo tempo trabalhado ou trabalho fornecido. Inclui nomeadamente os trabalhadores com emprego por conta própria, os trabalhadores familiares não remunerados, os membros de cooperativas de produção e os trabalhadores destacados».