O ministro do Emprego e da Solidariedade Social, Pedro Mota Soares, considerou esta quarta-feira que a descida da taxa de desemprego é um sinal positivo, mas exige ao Governo melhores soluções e políticas de emprego.

Mota Soares comentava os números hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) segundo os quais a taxa de desemprego em Portugal foi de 15,3% no quarto trimestre do ano passado, 0,3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior e menos 1,6 pontos do que no mesmo período de 2012.

«Hoje há em Portugal uma descida lenta, mas consistente da taxa de desemprego e isso deve ser lido, efetivamente, como um sinal de esperança», considerou o ministro numa intervenção proferida ao final da tarde na 9.ª edição do ciclo de conferência «Olhares Cruzados sobre Portugal», na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Mota Soares considerou que os números agora divulgados são, «acima de tudo, um sinal de esperança para a enorme capacidade de resiliência e de invenção da economia, das empresas e dos trabalhadores portugueses», mas recomendou cautela na análise dos dados.

«A verdade é que hoje estamos cerca de 2,5% abaixo da expectativa inicial para o ano de 2013 e, portanto, felizmente estamos a partir de um patamar mais baixo. Mas é óbvio que quando temos uma taxa de desemprego superior a 15% em Portugal, isto tem de incluir toda a sociedade e, acima de tudo, os dirigente políticos para trabalharem ainda mais e encontrarem melhores soluções de políticas que gerem emprego com mais consistência», sublinhou o governante.

Segundo os resultados do Inquérito ao Emprego do INE, entre outubro e dezembro, a população desempregada foi de 826,7 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 10,5% e uma diminuição trimestral de 1,4% (menos 96,5 mil e menos 11,9 mil pessoas, respetivamente).

Já a população empregada foi de 4,56 milhões de pessoas, o que traduz um aumento homólogo de 0,7% e um aumento trimestral de 0,2% (mais 29,7 mil e mais 7,9 mil pessoas, respetivamente).