O défice orçamental atingiu 6,0% do Produto Interno Bruto no 1º trimestre ano ano, menos 4,0% em comparação com o período homólogo, revelam dados do INE. Recorde-se que a meta do défice com que Portugal se comprometeu perante a troika para este ano é de 4% do PIB.

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Consumidores e empresas voltam a recuperar confiança

O saldo total acabado até março foi de -2.389,4 milhões de euros, um resultado que, segundo o INE, se justifica sobretudo pelo aumento das receitas e pela diminuição das despesas.

A necessidade de financiamento das Administrações Públicas diminuiu, passando de 5,0% no 4º trimestre de 2013 para 4,0% do PIB. Para esta evolução contribuiu principalmente a diminuição das despesas com transferências de capital e, em menor grau, a diminuição das despesas com pessoal.

Do lado da despesa registou-se uma diminuição da despesa corrente, que se fixou em 76.256,1 milhões, destacando-se a redução das despesas com pessoal em 344 milhões de euros.

O consumo intermédio e dos subsídios aumentou, 200 milhões e 63 milhões, respetivamente, contrariando o comportamento das restantes componentes da despesa.

Do lado da receita, a generalidade das componentes registou crescimento, destacando-se o aumento das receitas de impostos.

As contribuições sociais tiveram o comportamento oposto, observando-se uma ligeira redução de cerca de 42 milhões de euros.