O Índice de Custo de Trabalho (ICT) aumentou 1,5% nos primeiros três meses de 2014, face ao período homólogo, impulsionado pelos custos do setor privado que cresceram 5,8%, enquanto o setor público regrediu 4,5%, segundo o INE.

No trimestre anterior, o ICT (que mede o custo médio horário suportado pelo empregador, incluindo além dos custos salariais, outros custos como as indemnizações por despedimento, contribuições para a Segurança Social, seguros e outras prestações pagas ao trabalhador) tinha registado um acréscimo de 0,5%.

O aumento dos «outros custos» foi mais significativo do que o do salário (3,6% e 0,9%, respetivamente), sendo a variação do ICT também resultante do efeito conjugado da descida de 0,5% dos custos médios do trabalho e do decréscimo, maior, do número de horas efetivamente trabalhadas (1,5%).

No caso das atividades económicas pertencentes ao setor privado (genericamente, indústria, comércio, transportes, eletricidade, gás, água, resíduos, turismo, banca e seguros, imobiliário e consultoria), o ICT subiu 5,8%.

Ao contrário, as atividades associadas ao setor público (administração pública, defesa, educação, saúde e apoio social, artes e espetáculos) viram os seus custos diminuírem 4,5%.

O INE salienta que, no setor privado, os custos salariais aumentaram 4,7% devido ao pagamento de subsídios de férias e prémios de fim do ano, enquanto os outros custos aumentaram 9,8%.

O aumento mais expressivo do ICT registou-se nos serviços (6,7%), seguindo-se a construção (5,7%) e a indústria (4,3%).

No setor público verificou-se uma diminuição de 4,8% nos custos salariais, resultante das reduções remuneratórias aplicadas em 2014, e de 3,5% nos outros custos».