O sector da construção em Portugal teve uma forte contração homóloga de 31,2% em novas encomendas no terceiro trimestre de 2014, devido ao tombo do segmento de Obras de Engenharia, depois de uma subida ligeira no trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No segundo trimestre, este índice teve uma subida homóloga de 1,9%, que em si já representava uma travagem a fundo face ao disparo de 65% reportado nos primeiros três meses deste ano, suportado no mega projeto de engenharia do Túnel do Marão.

«O índice de novas encomendas na construção diminuiu, em termos homólogos, 31,2 pctno terceiro trimestre de 2014, face ao aumento de 1,9% no trimestre anterior», referiu o INE, cita a Reuters.

Explicou que «este comportamento foi sobretudo determinado pela evolução do índice do segmento de Obras de Engenharia, que passou de uma descida homóloga de 6,3% no segundo trimestre, para uma queda de 48,5% no trimestre seguinte».

Também o índice relativo ao segmento de Construção de Edifícios piorou entre Julho e Setembro de 2014, com uma descida homóloga de 10,5%, contra uma queda de 9,1% nos três meses anteriores.

O sector do imobiliário foi um dos mais castigados pela recessão imposta pela austeridade do resgate externo que o país concluiu em Maio último, bem como pelas restrições na concessão de crédito às famílias e às empresas.

Mas após três anos de recessão, Portugal terá em 2014 o seu primeiro ano completo de crescimento, embora se preveja que o PIB cresça somente 1% face às contrações de 1,4% em 2013 e 3,2% em 2012.

Segundo o INE, o indicador de atividade económica aumentou ligeiramente em Setembro, mas os indicadores de curto prazo apresentaram sinais negativos sobre a atividade económica na indústria, na construção e obras públicas e em setores de serviços.