O indicador de clima económico aumentou em março, após ter estabilizado no mês anterior, enquanto o indicador de atividade económica se manteve em fevereiro, depois de ter vindo a abrandar desde julho, informa esta segunda-feira o INE.

No conjunto da zona euro, os indicadores de confiança dos consumidores e de sentimento económico recuperaram «expressivamente» em março.

Segundo a Síntese Económica de Conjuntura de março do Instituto Nacional de Estatística (INE), nota a Lusa, em fevereiro os Indicadores de Curto Prazo (ICP) apresentaram «sinais negativos menos significativos» sobre a evolução da atividade na indústria, na construção e obras públicas e em setores de serviços em Portugal.

Já o indicador quantitativo do consumo privado registou um crescimento homólogo «mais expressivo» em fevereiro, refletindo sobretudo a aceleração da componente do consumo corrente.

No mesmo mês, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixa (FBCF) aumentou «significativamente» devido à evolução da componente de construção, que passou de um contributo negativo em janeiro a positivo.

Em termos nominais, o INE dá conta de uma variação homóloga em fevereiro de 2,1% das exportações de bens e de uma queda de 3,5% das importações (0,5% e -1,3% em janeiro).

De acordo com as estimativas mensais do Inquérito ao Emprego, a taxa de desemprego (15 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, passou de 13,8% em janeiro para 14,1% em fevereiro, enquanto a estimativa da população empregada (15 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, diminuiu 0,3% face ao mês anterior e aumentou 0,3% em termos homólogos.

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma variação homóloga mensal de 0,3% em março (-0,2% em fevereiro), com taxas de -0,5% na componente de bens (-0,9% em fevereiro) e de 1,5% na de serviços (0,8% em fevereiro).