A Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário (CPCI) alertou hoje que 84 mil dos 103 mil empregos perdidos no último ano são oriundos da construção e imobiliário, defendendo «políticas de incentivo ao investimento e emprego» focadas no setor.

«O comportamento do emprego só poderá evoluir favoravelmente com uma atuação forte e determinada sobre um setor que, à semelhança do que sucede em todas as economias europeias, é essencial para garantir o crescimento económico e a coesão social», sustenta a CPCI em comunicado.

Para a confederação, numa altura em que se eleva para 435 mil a perda total de empregos na construção e imobiliário desde 2002 - ano em que se iniciou a mais longa e prolongada crise do setor - impõe-se uma «aposta centrada em políticas ativas de incentivo ao investimento e ao emprego, com um papel preponderante» da atividade.

Reagindo aos números relativos ao desemprego do terceiro trimestre divulgados na quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a CPCI considera que

«reforçam a necessidade e urgência da implementação das medidas consagradas no ¿Compromisso para a Competitividade Sustentável do Setor da Construção e do Imobiliário¿ assinado com o Governo e recentemente reafirmado pelo atual ministro da Economia».

Para a confederação, o atual «peso do défice de investimento público e privado em Portugal traduz-se num incomportável fardo para o país», quer pelas «implicações em termos de sustentabilidade futura» que representa, mas também pela «fatura com encargos sociais».