A Catalunha é a região mais rica de Espanha e faz parte do país unificado desde o século XVI. Voltou a conquistar a autonomia após a morte do general Franco mas, apesar de ter o seu próprio parlamento, força policial e sistema de educação, uma grande parte dos catalães continua descontente com o governo central.

Fizemos uma análise, através da infografia que pode visualizar no vídeo, em cima, de como é atualmente o país governado por ;ariano Rajoy e como ficaria se perdesse a Catalunha.

A Espanha tem atualmente uma extensão de território de 505.944 km2. Se perder a região autónoma da Catalunha, o país fica com 473.854 km2. Ou seja, perde 6,30% de área.

Essa é só a primeira conclusão mais evidente. Em termos de número de habitantes a perda percentual será maior. Atualmente, vivem em Espanha perto de 47 milhões de pessoas

Ora, se os catalães conseguissem a independência, Mariano Rajoy deixaria de ser presidente de mais de 7 milhões de pessoas, ou seja, uma redução de 16%.

Em termos de energia nuclear, são produzidos em Espanha 7.728 megawatts. Sem a Catalunha, perder-se-ia 40,70% da produção de energia nuclear. Passaria a ser de 4.581 MW.

Já o Produto Interno Bruto do país cairia abruptamente, até porque, é bom repetir, a Catalunha é a região mais rica de Espanha. De 1,051 mil milhões de euros passaria para 833,1 mil milhões, uma queda de mais de 20%.

Já para não falar da “debandada” de empresas e bancos do país, que já começou a ser anunciada: o banco Sabadell já decidiu mudar a sede social para Alicante. O CaixaBank - dono do banco português BPI - decidiu também encontrar outro destino para a sua sede: Valência.

Gas Natural tamvém já prometeu sair da Catalunha se a independência for declarada. A Abertis, que se dedica à exploração de infraestruturas de transportes e telecomunicações, está a ponderar fazer o mesmo. Empresas do setor têxtil também anunciaram o mesmo. 

Depois, há outro tipo de impacto, nos mercados. A primeira semana pós-referendo - fez este domingo precisamente uma semana - foi de nervosismo entre os investidores.