O Deutsche Bank vai pagar 775 milhões de euros aos herdeiros de Leo Kirch, um magnata do setor dos media que morreu em 2011 e que acusava o banco de ter provocado a falência do grupo.

O acordo foi alcançado após uma batalha judicial que se arrastou por mais de 10 anos.

O Deutsche Bank «concluiu um acordo com o grupo Kirch para saldar todos os litígios jurídicos entre os dois grupos», anunciou hoje o banco.

Segundo a imprensa alemã, com juros e pagamento de despesas, o total a pagar eleva-se a 900 milhões de euros.

Leo Kirch, que morreu em 2011 com 84 anos, acusou o Deutsche Bank de ter provocado em 2002 a queda do seu grupo.

Em causa estava uma entrevista à Bloomberg TV, em Nova Iorque, do então presidente do banco, Rolf Breuer, que lançou dúvidas sobre a solidez financeira do grupo, que tinha canais de televisão para assinantes e direitos de difusão de eventos desportivos.

Seguiu-se o pânico dos investidores e meses mais tarde, o grupo KirchMedia, do qual o Deutsche Bank era um dos credores, foi forçado a declarar falência.

«Resolvemos hoje um litígio jurídico bem conhecido e de longa data (...) e conseguimos fazê-lo no interesse dos nossos acionistas. Esperamos alcançar outros progressos neste domínio, etapa por etapa, ao longo de 2014», afirmaram hoje Jürgen Fitschen e Anshu Jain, dois dirigentes do banco.

Em 2013, o banco desembolsou cerca de 2,5 mil milhões de euros para resolver vários litígios.