Os trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), cumprem esta segunda-feira o segundo dia de greve para contestar a retirada de benefícios assegurados pelos respetivos serviços sociais.

O primeiro dia de greve, na sexta-feira passada, ficou marcado com uma concentração de trabalhadores frente ao edifício da administração.

Entretanto, os trabalhadores, que na semana passada

anunciaram que iriam avançar com uma greve de dois dias, a 28 de fevereiro e a 03 de março, decidiram prolongar o protesto por mais um dia, uma vez que, ao abrigo do Acordo de Empresa, o dia de Carnaval é considerado feriado, pelo que farão greve ao trabalho extraordinário, disse à Lusa Altamiro Dias, da Comissão de Trabalhadores (CT) da INCM.

Estes trabalhadores têm concretizado várias ações de luta nos últimos dois meses, nomeadamente, um dia de greve a 19 de dezembro e uma concentração junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa, a 22 de janeiro.

Na origem do conflito está a revisão de um regulamento dos serviços sociais da INCM, de 1987.

No ano passado, a INCM foi sujeita a uma auditoria pelo Tribunal de Contas, que recomendou a atualização do regulamento dos serviços sociais, adaptando os seus benefícios, quotas e comparticipações ao que está a ser praticado no setor público e privado.

A proposta de regulamento da administração da INCM prevê que os trabalhadores da empresa passem a ter apoios na saúde idênticos aos da ADSE e ao mesmo tempo que as suas quotizações mensais sejam aumentadas de 1,5 para 2%.

A INCM conta com 668 trabalhadores no ativo, mas os seus serviços sociais têm cerca de 2.000 beneficiários, contando com os reformados e com os familiares.